Pular para o conteúdo principal

POSTAGEM EM DESTAQUE

A semana na piauí #209

  questões do aprisionamento digital Braços inteiros, mentes quebradas Um adolescente americano é menos propenso a fraturar os ossos que alguém de sua idade quinze anos atrás. Embora possa parecer bom, isso indica que eles estão mais isolados, grudados no celular. Leia  aqui TANIA MENAI anais do cala-boca Assédio judicial contra jornalistas se agrava no Brasil Há 654 ações em curso contra jornalistas que podem ser caracterizadas como assédio judicial, segundo levantamento da Abraji. O Brasil está entre os países que mais hostilizam profissionais da imprensa na Justiça. Confira  aqui . ALLAN DE ABREU questões de vida e morte Por um último e sereno suspiro A  edição de abril  da  piauí  conta como  Ana Claudia Arantes se tornou uma das principais vozes em defesa dos cuidados paliativos  no Brasil. Seu trabalho é esclarecer como se pode vivenciar a morte da maneira mais confortável e digna possível. ANGÉLICA SANTA CRUZ anais do futebol O homem que descobriu Endrick. Pelo WhatsApp Em 2016,

ClimaInfo | novembro de 2021

 



Uma leitura diária dos muitos assuntos relacionados como mudanças climáticas
26 de novembro de 2021

 

 

#ClimaSemFake | Visão e Perspectivas da COP26 com Natalie Unterstell
Na recente COP26, importantes decisões foram tomadas e os próximos meses serão cruciais para determinarmos se os países tomarão as medidas necessárias para conter o aquecimento global. Para entender o “clima” das chamadas “decisões do século”, conversamos com Natalie Unterstell (presidente do Instituto Talanoa, mestre em administração pública pela Univ. de Harvard e especialista em políticas públicas de adaptação à mudança do clima) que esteve presente nas negociações desta COP26. Confira!


MPF cobra ação contra “Serra Pelada fluvial” no Madeira
O Ministério Público Federal (MPF) pediu providências às autoridades federais e estaduais do Amazonas contra a ação ilegal de garimpeiros no rio Madeira. De acordo com imagens aéreas, estima-se que pelo menos 300 embarcações estejam operando próximas ao município de Autazes nos últimos dias, com dragas sugando seu leito em busca de ouro.
“Pelo porte da ‘invasão garimpeira’, a repressão eficiente da atividade exige, necessariamente, esforços coordenados de agências governamentais diversas, cada qual dentro de suas atribuições, com papel destacado para a atividade repressora e de policiamento ambiental dos órgãos integrantes do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente) – o IBAMA, em nível federal, e o IPAAM em nível estadual”, afirmou o MPF-AM. CNN Brasil, Estadão, Folha e UOL repercutiram a cobrança.
Enquanto isso, o g1 fez um balanço do que se sabe até agora sobre a ação predatória no Madeira e mostrou vídeos gravados pelos próprios garimpeiros explicando como acontece a extração de ouro no rio. Há pelo menos 15 dias, eles se instalaram na região e formaram uma espécie de “Serra Pelada fluvial”, atraídos por um boato de que haveria ouro naquele trecho específico do rio. A dimensão da ação garimpeira impressiona, mas a presença desses atores na região não é nova. “É a 1a vez que vemos nesse volume. Mas em um número menor de barcas, o garimpo na região é comum. É uma atividade conhecida na área, principalmente no rio Madeira”, explicou Pedro Walfir, do MapBiomas, ao Poder360.
site Amazônia Real destacou o temor de ribeirinhos em Autazes com a presença maciça dos garimpeiros. “Os comunitários se sentem apreensivos até de denunciar porque têm medo, mas eles trouxeram essas denúncias porque estão preocupados com o impacto que vão sofrer”, afirmou Elaine Galvão, bióloga e secretária de meio ambiente do município. A estimativa é de que pelo menos 1,8 mil garimpeiros tenham se deslocado para a região nas últimas semanas, com a expectativa de que esse número aumente caso não haja uma resposta efetiva e rápida do poder público.
Na Repórter Brasil, em setembro último, Sam Cowie mostrou o que tem atraído a atenção dos garimpeiros e de outras pessoas para a região: a valorização do ouro no mercado internacional trouxe a perspectiva de ganhos substanciais de dinheiro, o que encoraja até mesmo aqueles que não atuam diretamente no garimpo a se mudar para o entorno e aproveitar o boom econômico para melhorar sua renda.
O problema é o impacto ambiental que o garimpo ilegal, feito em condições precárias, pode trazer ao Madeira. André Borges destacou no Estadão um levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que calculou o tamanho do prejuízo socioambiental para o Brasil - uma bagatela de R$ 31,4 bilhões entre 2019 e 2020. Das 174 toneladas de ouro vendidas pelo país no mercado internacional nesse período, ao menos 49 saíram de áreas com irregularidades.



Garimpo no rio Madeira: uma mãozinha do narcotráfico, outra do governo Bolsonaro
Questionado nesta 5a feira (25/11) sobre a ação audaciosa de garimpeiros no rio Madeira, onde montaram uma verdadeira “Serra Pelada” sobre a água, com paredões de barcas obstruindo o rio, o general-vice Hamilton Mourão sugeriu que o narcotráfico pode ter envolvimento nessa situação. De acordo com Mourão, as quadrilhas estão deixando de usar a Amazônia apenas como rota de comercialização de drogas, mas também como fonte de novos (e valiosos) recursos por meio da exploração de ouro.
“Nós temos tido vários informes de que o narcotráfico, essas quadrilhas, na ordem de proteger suas rotas, subiram para lá [no Madeira, na altura do município de Autazes]”, disse Mourão. “Uma das formas de se manterem é apoiando ações dessa natureza [garimpo]. Até porque, se o ouro é extraído ilegalmente, é um ativo que eles podem trocar por droga”.
O general-vice também confirmou que a Polícia Federal e a Marinha preparam uma operação para desbaratar a atuação dos garimpeiros no Madeira. “O pessoal que estiver na ilegalidade vai ter a embarcação apreendida”. Agência Brasil, Correio Braziliense, Estadão, g1, Metrópoles e O Globo publicaram a promessa de Mourão.
A intenção do governo federal em combater o garimpo ilegal no Madeira, no entanto, vai contra todas as manifestações feitas por Bolsonaro e pelo próprio Mourão nos últimos anos, sempre em defesa dos interesses dos garimpeiros às custas do meio ambiente e dos direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. “O governo Bolsonaro não é só complacente, mas, muitas vezes, aliado do crime”, observou Míriam Leitão n’O Globo, lembrando uma fala recente do presidente em defesa da atividade garimpeira em Terras Indígenas.
No UOL, Ricardo Kotscho recuperou outra fala de Bolsonaro: “O interesse na Amazônia não é no índio nem na p*rr* da árvore, é no minério”. Para ele, a defesa bolsonarista da destruição ambiental é herdeira direta do legado do infame Sebastião Rodrigues da Moura, vulgo Major Curió, que fazia e acontecia em nome da ditadura militar na Serra Pelada entre os anos 1970 e 1980. “É esse cenário [devastação] que Bolsonaro agora quer espalhar por toda a Amazônia”.
Também no UOL, Chico Alves foi fatalista: a ação explícita dos garimpeiros é um atestado da desmoralização do poder público no Brasil atual. “Os bandidos podem ficar tranquilos. Assim como estão tranquilos os mineradores que invadem Terras Indígenas, como as reservas Yanomami, deixando rastro de devastação e contaminação dos rios por mercúrio, sem que qualquer autoridade os incomode”.
O professor Pedro Luiz Côrtes questionou no UOL: “Se o governo não consegue coibir garimpo sendo feito nessas dimensões, praticamente uma ‘Serra Pelada’, quem disse que vai coibir desmatamento como se propôs na COP26?”.
Os garimpeiros do Madeira demonstram ter recursos financeiros em abundância para continuar sua operação criminosa no rio, mas reclamam da falta de “proteção política”. O Estadão teve acesso a mensagens de áudio e texto trocados pelos garimpeiros, nas quais eles manifestam interesse de ter “um representante no governo para brigar” por eles. De acordo com a reportagem, o grupo que ocupa a região do Madeira em Autazes mantêm diálogo com vereadores do município na tentativa de sensibilizar o poder público local para suas “demandas”.



Desmatamento desenfreado pode custar quase US$ 10 bi anuais em perdas de exportação no Brasil
Um levantamento do Metrópoles estimou o impacto do desmatamento amazônico na balança comercial brasileira caso a União Europeia restrinja a entrada de commodities agrícolas associadas à derrubada de floresta. O valor é salgado: cerca de US$ 10 bilhões de vendas anuais do Brasil para o mercado europeu podem ser prejudicados.
Não é pouca coisa: de janeiro a outubro deste ano, o agronegócio brasileiro exportou US$ 15,087 bilhões para a UE, o equivalente a 14,74% do total de exportações do setor nesse período. Desse total, as vendas de soja, carne bovina, óleo de palma, madeira, cacau, café, móveis e couro - produtos que estão no alvo da UE - resultaram em ganhos de US$ 9,935 bilhões neste ano.
As cobranças ambientais feitas pela UE ao Brasil se intensificaram nos últimos dias depois de o governo confirmar uma alta de 22% no ritmo de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2020 e julho de 2021. Os dados foram divulgados na semana passada, com quase um mês de atraso - o INPE submeteu seu relatório ao governo no final de outubro.
De acordo com o ministro Marcos Pontes, da ciência e tecnologia, o atraso na divulgação dos números do PRODES não foi intencional nem teve como objetivo blindar o greenwashing do governo Bolsonaro na COP26. A justificativa do ex-astronauta? “Eu estava de férias”. A desculpa é justa: o sinal de internet na Lua deve ser bem ruim.
Carta Capital, G1 e UOL noticiaram a desculpa do ministro.

Em tempo 1: Sem recursos da União para combater queimadas, alguns estados amazônicos estão assumindo a responsabilidade para evitar um desastre ambiental ainda maior na floresta. Um levantamento feito pelo portal ((o)) eco mostrou que Mato Grosso, Tocantins, Roraima, Rondônia e Amapá contrataram brigadistas temporários neste ano para compensar a falta de ação do governo federal. No Amazonas, o governo montou uma força-tarefa com voluntários para atuar no chamado “arco do fogo” no estado; já o Maranhão remanejou efetivos do Corpo de Bombeiros para apoiar o combate às queimadas nas áreas com maior incidência de fogo.
Em tempo 2: A destruição crescente da Amazônia ameaça causar desequilíbrios nos estoques de água no Brasil, o que já vem sendo sentido atualmente no centro-sul do país com a crise hídrica. Na Reuters, Jennifer Ann Thomas usou dados do MapBiomas sobre o avanço do desmatamento e a perda hídrica registrada no país nas últimas décadas e destacou outros estudos que associam a derrubada da floresta à diminuição do volume de chuvas e à maior incidência de secas em áreas antes abundantes em recursos hídricos. Esse risco é potencializado pela crise climática, que favorece a ocorrência de eventos extremos.


Montadoras insistem em adiar regras antipoluição mais rígidas para  a produção de veículos no Brasil
A Europa adota, já há anos, um padrão para as emissões dos carros movidos a combustíveis fósseis que é duas gerações mais avançado que o aceito no mercado brasileiro. Também há anos o governo promete implantar um padrão para ficar “apenas” uma geração atrás do padrão europeu. Ou seja, nossos carros, caminhões e ônibus poderiam poluir menos do que hoje, mas continuariam a poluir mais do que os dos europeus.
Só que o setor automotivo sempre consegue adiar a implantação deste padrão intermediário. Isto era para acontecer no ano passado, mas a pandemia foi usada como desculpa. Era para acontecer este ano, e, segundo a BBC, a Renault foi a Brasília pedir para adiar outra vez, alegando que a pandemia derrubou as vendas e, portanto, sua capacidade de investimento. Os ministérios da economia e do meio ambiente foram questionados, mas não responderam ao jornalista.
Para aumentar ainda mais a distância da nossa indústria à dos países desenvolvidos, o Reino Unido acaba de aprovar uma lei dizendo que casas novas terão que vir equipadas com carregador veicular. Prédios novos também terão que instalar carregadores para atender os moradores. O reino proibiu a venda de carros novos a combustão a partir de 2030 e de híbridos a partir de 2035. Para isso funcionar, estimam ser necessários 145 mil pontos de recarga além dos 25 mil já existentes. A notícia saiu no UOL e no Inside EVs.



Excesso de calor por trás de 200 mil casos de doenças renais por ano
Quando faz calor, o organismo tenta manter sua temperatura interna constante expelindo suor que carrega o excesso de calor interno para fora. Com isso, ele se desidrata e, por isso, sobrecarrega os rins. Entre 2000 e 2015, 7,4% das internações por problemas renais - correspondendo a 200 mil internações - foram atribuídas ao aumento de temperatura.
Um estudo publicado na Lancet apresenta este resultado, fruto do cruzamento da temperatura com os casos de problemas renais no Brasil. Os dados do SUS utilizados cobrem o período de 2000 a 2015 em quase 2.000 cidades onde houve 2,7 milhões de internações por problemas renais.
Paulo Saldiva, médico da USP e um dos autores do trabalho, disse ao Ecoa/UOL que “o aquecimento global é agora. Nosso corpo já está respondendo a ele com doenças.”
E a meteorologista Micheline Coêlho, da USP, põe o dedo em outra ferida: “Novamente vemos que as pessoas mais pobres, do Norte e Nordeste, sofrerão mais. São os mais humildes e vulneráveis pagando o maior preço”.
BBC também comentou o trabalho.



Crise energética causa 1ª redução nas emissões de carbono da China desde a retomada pós-pandemia
As emissões de dióxido de carbono da China diminuíram cerca de 0,5% no 3o trimestre de 2021 na comparação com o mesmo período do ano passado, a primeira queda nas emissões chinesas desde a retomada da economia do país após o auge da pandemia, no começo de 2020. O dado é de um levantamento feito pelo Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) para o Carbon Brief e divulgado nesta 5ª feira (25/11).
A queda é significativa, já que as emissões da economia chinesa no primeiro semestre deste ano subiram aproximadamente 9%, puxadas pela retomada da atividade econômica no país e em outros mercados internacionais. Ao mesmo tempo, ela também sinaliza os primeiros impactos negativos da crise de abastecimento elétrico no mercado chinês.
“Os preços altíssimos do carvão afetaram os usuários industriais diretamente, já que eles compram carvão no mercado, enquanto a demanda de eletricidade industrial também foi afetada devido ao racionamento de eletricidade”, explicou a análise. Outra razão apontada pelo levantamento para essa queda nas emissões chinesas foi uma redução substancial na demanda por materiais de construção precipitada pela crise no mercado imobiliário do país, o que afetou diretamente as operações das indústrias de cimento e aço - os dois setores que mais emitem CO2 na China.
A análise indicou também que a queda nas emissões de carbono na China persistiu ao menos em outubro, primeiro mês do 4o trimestre do ano. No mês passado, a produção de aço bruto e cimento teve reduções de 23% e 17%, respectivamente, na comparação com outubro de 2020.
Financial Times e Reuters destacaram os dados sobre emissões da China no 3o trimestre.
Ainda sobre energia na China, a Bloomberg noticiou a retomada de um costume comunista da era maoista na província de Shanxi, na região central do país: o uso de cupons de carvão, subsídios diretos do governo para facilitar a compra do combustível fóssil pela população local. De acordo com a matéria, cerca de 47 mil famílias receberam os “vales-carvão”, sendo que cada cupom permite a compra de duas toneladas de carvão, o suficiente para uma família garantir seu aquecimento durante o inverno.

Em tempo: Com a maior dependência chinesa pelo carvão por conta da crise energética, o governo de Pequim se move para impor restrições às emissões de metano, em linha com a declaração firmada pelo país junto com os Estados Unidos durante a COP26. Segundo a Reuters, os chineses começaram a formular um plano de ação para reduzir a liberação de metano em setores estratégicos da economia do país, especialmente energia, pecuária e decomposição de resíduos orgânicos em aterros sanitários. Por ora, não há um prazo para que o plano seja finalizado e apresentado, mas a imprensa chinesa especula que o governo pretende fazer isso até o final de 2022.


Estudo: mudança do clima está afetando dinâmica de reprodução e relacionamento dos albatrozes
Não está fácil nem para os albatrozes. As simpáticas aves marítimas, comuns em ilhas e regiões costeiras, estão tendo dificuldades para se manter “fiéis” aos seus parceiros. O motivo? A crise climática. Essa é a conclusão de um novo estudo publicado nesta semana na revista científica britânica Royal Society que analisou a interação de mais de 15 mil casais de albatrozes nas Ilhas Malvinas/Falklands por 15 anos.
Em geral, os albatrozes costumam ser monogâmicos - ou seja, têm parceiros de reprodução estáveis que os acompanham até o final da vida. A taxa histórica de “traição” é baixa, de apenas 1%. No entanto, em áreas com registro de aumento de temperatura da água, essa taxa subiu para 8%.
Mas o que o clima tem a ver com isso? O aquecimento do mar força os albatrozes a passarem mais tempo voando em busca de comida em locais mais distantes de seus ninhos. Isso pode estar afetando a dinâmica de relacionamento desses pássaros, favorecendo as “traições” e, por tabela, o “divórcio” dos casais.
Outra hipótese que também envolve a questão climática é um possível desequilíbrio hormonal causado pelo estresse, que se intensifica em ambientes mais hostis (leia-se águas quentes, onde a comida é mais difícil de ser encontrada).
O resultado disso é visível nas estimativas de população de albatrozes: dados de 2017 indicam que o número de casais reprodutores diminuiu pela metade desde os anos 1980.
O estudo teve amplo destaque na imprensa, com matérias em veículos como BBC, Guardian, Independent, Nature, Scientific American e Washington Post, entre outros.



Com negacionismo em baixa, extrema direita associa crise climática a outro “bicho-papão”: a imigração
As dificuldades da extrema direita em manter a lorota negacionista contra a crise climática está forçando a turma a recalibrar seu discurso. Ao invés de negar pura e simplesmente a existência das mudanças climáticas, políticos e personalidades da direita extremista estão incorporando a questão climática em outros debates caros ao grupo - em particular, à xenofobia e ao ódio contra imigrantes.
O argumento é simples, como é regra nesses ambientes extremistas: a crise climática, e o colapso ambiental em geral, é resultado da circulação desenfreada de imigrantes de países pobres nas economias desenvolvidas da Europa e da América do Norte. “No lugar da negação, temos uma tensão crescente de populismo ambiental que tenta juntar o alarme público sobre mudança do clima com desdém pelas elites dominantes, ansiando por um abraço mais tradicional da natureza e da família e apelos para banir os imigrantes para trás de fronteiras fortes”, escreveu Oliver Milman no Guardian.
Ao mesmo tempo, outros grupos extremistas que ainda insistem no negacionismo climático seguem um raciocínio mais pautado nas liberdades individuais para criticar o debate sobre clima. Para eles, o “povo” está sendo ludibriado por uma elite liberal mimada para abrir mão de seus direitos e de sua nacionalidade em favor de um projeto supostamente autoritário e globalista. A pandemia - e toda lorota anticiência promovida nos últimos dois anos - intensificou esta desconfiança, inclusive em grupos do extremo oposto do espectro ideológico, à esquerda.

Em tempo: Por falar em negacionismo, a BBC mostrou como a Wikipedia está sendo instrumentalizada para promover teorias da conspiração que contestam a existência e a gravidade da crise climática. Os principais alvos são páginas da enciclopédia virtual em outros idiomas, como russo e suaíli. Para os editores do Wikipedia, a questão é uma preocupação, mas a falta de recursos para monitorar essas páginas e a própria natureza colaborativa dessa plataforma dificultam o combate às fake news.


 

Evento online:

Corredores verdes para a soja: a rota sustentável até a China
O Brasil tem uma produção agrícola competitiva globalmente e com potencial para crescer, com produtos de qualidade e capazes de atender os mercados mais exigentes. Porém, precisamos ficar atentos às transformações do mercado global e isso inclui pensar no transporte e discutir como descarbonizar a exportação agrícola brasileira. Esse é o assunto do evento "Corredores verdes para a soja: a rota sustentável até a China", com a presença do ex-ministro Joaquim Levy, André Nassar, presidente da ABIOVE, e Cláudia Trevisan, diretora executiva do Conselho Empresarial Brasil China, entre outros importantes pesquisadores do tema. A ideia é estimular um planejamento inteligente e consolidar articulações entre diversos agentes econômicos, tanto privados quanto governamentais, interessados na melhora da logística de carga agrícola no país.
Dia 30 de novembro (3a feira), das 9h às 11h30 (horário de Brasília). Mais informações aqui.

 


O conteúdo desta newsletter pode ser republicado livremente em versão online ou impressa. Por favor, mencione a origem do material. Alertamos, no entanto, que muitos das matérias por nós comentadas têm republicação restrita.

Você que assina nosso boletim, assina também algum veículo de imprensa? Assinaturas pagas são a principal fonte dos recursos que mantêm uma imprensa livre e independente. Nunca a informação de qualidade foi tão necessária.

Você recebeu esta mensagem porque acreditamos nos seu interesse por notícias relacionadas às mudanças climáticas.

Assine aqui para receber o ClimaInfo diariamente em seu e-mail.


Mais informações você sempre encontra em nosso website: www.climainfo.org.br e seguindo nossas redes sociais: www.facebook.com/climainfo , www.twitter.com/climainfonews , www.instagram.com/clima.info e YouTube.

Comentários